«Não espanta que Caeiro apareça à cabeça do Sensacionismo - ele, o curandeiro dessa doença de que, acabaram por reconhecer, o Sensacionismo enfermava também: «o excesso de entusiasmo pela saúde que têm os doentes». É que Caeiro, não o esqueçamos, foi criado no auge do despeito e da fúria de desacreditar o estreito nacionalismo que a Renascença e Pascoaes representavam para Pessoa e Sá-Carneiro. Numa entrevista que deu, em Vigo, Caeiro encarniça-se contra eles com toda a violência... . No artigo escrito para A Águia (inédito) para «lançar» Caeiro, ao mesmo tempo que essa «entrevista altamente provocadora», como aí precisa, afirma: «O simbolismo, o saudosismo, tanto um como (o) outro são inimigos da obra de A.C.» . Só, portanto, uma corrente cosmopolita poderia opor-se ao saudosismo da escola do Porto.»Teresa Rita Lopes. Pessoa por Conhecer - Roteiro para uma expedição. Lisboa: Estampa, 1990, p. 214.
Ver Renascença Portuguesa